O bule de prata, as xícaras inglesas e 8 lições

Hoje quero contar uma história da minha mãe.

Eu sei, falar da mãe é sacanagem, mas eu colhi tantas lições que senti que precisava compartilhar.

Minha mãe trabalhou a vida toda como professora em escolas particulares.

Parou para cuidar das 3 filhas e quando tinha quase 60 anos, voltou a estudar.

Se formou em pedagogia, prestou concurso e passou.

(Com 60 anos, veja só – e você aí achando que já tá na hora de parar ou vivendo no piloto automático).

Ela trabalha hoje na diretoria de uma creche na periferia de uma cidade pouco abastada aqui da grande São Paulo, Itapevi.

Se você conhece a região, sabe do que estou falando.

Os casos que ela nos conta de lá não são bem o que queremos pros nossos filhos.

Pais que não chegam na hora pra buscar os filhos porque estão na rua usando drogas, avós que chegam bêbados pra pegar as crianças…

Fora os casos de negligência, abuso…

Todos os finais de semana ela nos conta algumas dessas histórias.

Como vovó que é, ela trata as quase 200 crianças como uma avó, brinca com elas, dá bronca, canta, cria.

Mas o maior desafio não são os pequenos, mas sim os funcionários da creche.

Um monte de pessoas que poderiam ajudar, mas preferem reclamar da dureza que é a vida, do salário, das crianças malcriadas.

Todos os dias ela insiste em educar os professores e monitores a serem melhores como profissionais, pessoas e com as crianças, principalmente.

E em todas as oportunidades, ela e a diretora festejam.

O dia da família, o dia do índio, o início da primavera.

Vestem as crianças, cantam, chamam os pais para participarem.

E fazem questão de oferecer o melhor que eles poderiam ter.

E em todas essas festividades (e muitos mais motivos), lá vai minha mãe com o porta-malas abarrotado de coisas, entre elas: um bule de prata e xícaras inglesas azuis.

Não é raro uma das pessoas se encantar com um dos itens e falar que minha mãe é muito chique.

Ela também leva uma suqueira, dessas de festa, que eu emprestei, mas sei que nunca irá voltar e também a cafeteira de cápsulas para agradar os visitantes.

Estamos longe de ser uma família rica, mas graças a Deus nunca nos faltou nada.

Nunca ostentamos também, mas minha mãe faz questão de mostrar às pessoas da comunidade que existem coisas bonitas.

E, mais que isso, que ser chique não tem nada a ver com ter dinheiro.

E que muitas vezes o dinheiro não faz diferença alguma.

Vocês já devem ter visto essa imagem na internet, né?

Muitas pessoas diriam: pra que levar xícaras inglesas para pessoas que não sabem nem o que são xícaras inglesas?

Estou certa?

Mas minha mãe as faz vislumbrar e querer coisas melhores…

uma analogia para um mundo melhor, mais rico, mais bonito até.

Em tempo: minha mãe tem muitos defeitos, não quero a endeusar aqui.

Mas ela ama o que faz e respira seu propósito – isso faz tanta diferença…

(você já encontrou o seu?)

Eu tenho uma filha de 4 anos e quando vejo as fotos da creche em que minha mãe trabalha e da escolinha onde minha filha está (particular, de uma rede de ensino tradicional), não há diferença alguma.

Inclusive, eu prefiro as fotos da creche da minha mãe por um simples fato: elas existem.

Há mais de 5 anos atrás eu criei a página do Facebook da creche a pedido da minha mãe.

A ensinei a usar e até hoje ela e alguns responsáveis postam tudo o que acontece por lá.

Para os pais das crianças isso é mais do que saber o que está acontecendo.

É se envolver com o dia a dia da escola e, mais ainda, com o dia a dia da criança.

Poder, ao chegar em casa, saber o que o pequeno fez durante o dia gera uma ligação que talvez não existisse antes.

A escola “chiquezinha” da minha filha não me atualiza dessa forma.

As trocas são feitas por um app que mal funciona e as fotos e vídeos: simplesmente não existem.

Nada. Não sei de nada.

E como hoje ela mora com o pai, eu fico realmente sem saber de nada.

Quem dera existisse uma página para eu babar pela minha pequena. (A CEMEB Papa João Paulo de Itapevi tem, e é ótima!)

O Facebook ainda gera visibilidade para a escola a nível municipal e estadual e a escola já é considerada MODELO pelo governo.

Mesmo o Facebook não sendo mais tão potente organicamente, os posts geram engajamento.

Eles falam de forma perfeita com o público: pais, responsáveis e, claro, secretaria de educação e afins. (Aqui a importância de conhecer seu público, que eu sempre digo)

Com isso, claro, recebe benefícios e, mais que isso, recebe RECONHECIMENTO.

E você, se sente reconhecido no que faz?

O que você está fazendo por isso?

Independente de ser funcionário ou empreendedor… a pergunta é válida.

Tudo isso me fez refletir sobre algumas lições.

E estamos tão precisados de lições ultimamente, não?

Como falei outro dia, “se as coisas não estão indo como você gostaria, isso quer dizer apenas que há algo que você não sabe”.

>>> As lições:

1- Não importa a situação em que seu público esteja, você sempre pode ajudar – e ele irá valorizar isso;

2- Se você parar de reclamar e fazer seu trabalho, você será reconhecido e o retorno irá aparecer (É a velha “a vida acontece de você e não para você);

3- Você acha mesmo que seu público não está no Facebook? (todo mundo está);

4- Você não precisa ter imagens com design complexo ou foco extremo na perfeição. Você precisa mostrar o que o seu público quer ver;

5- Ou você se adapta às ferramentas da nova era, ou ficará para trás de forma definitiva;

6- Nunca é tarde para aprender e colocar em prática. Minha mãe criou a página do Face com mais de 60 anos e a alimenta até hoje, até de forma meio insana. Viciou mesmo…rs.

7- Às vezes sua função é mostrar o bule de prata e a xícara inglesa para plantar esperança;

8- Trabalhar pelo seu propósito é realmente a única forma de fazer as coisas funcionarem.

E eu te digo, o meu propósito é ensinar.

Por isso, eu criei um novo curso.

Com ele, eu pretendo ser o seu bule de prata e suas xícaras inglesas.

Quero te fazer vislumbrar todas as possibilidades das redes sociais para um futuro melhor, mais tranquilo,

porque as redes sociais podem te dar resultados que irão te fazer ganhar mais dinheiro e, consequentemente, mais tempo – que é a grande riqueza da vida.

Tempo para curtir nossa família, tempo para valorizar o que é importante… tempo para ler uma história como essa e refletir sobre essas lições.

Se quiser vir com a gente, a turma está aberta. (É só clicar aqui)

Do contrário, você pode continuar responsabilizando outras pessoas pela falta de resultados em suas redes.

Assim como minha mãe poderia culpar o prefeito da situação da escola, ao invés de oferecer aos pequenos sempre um dia melhor.

Quem quer, dá um jeito.

Quem não quer, dá uma desculpa.

 

Ps: Além de todos os ensinamentos embutidos aqui neste e-mail, minha mãe me ensinou também a ser integra.

Por isso o curso tem garantia de 30 dias, então se você entrar e não gostar, sentir que aquilo não é para você ou que eu não sei te ensinar, é só pedir o reembolso.

Não precisa nem explicar o motivo, é só pedir e seu dinheiro é devolvido. 😉