Como será a TV do futuro? Uma reflexão sobre a mídia mais consumida: o vídeo!

Você provavelmente percebeu as mudanças na televisão, principalmente na forma que as pessoas consomem o conteúdo dessa mídia. Há alguns anos a televisão deixou de ser a fonte primária de entretenimento dos mais diversos grupos sociais e vem sido, aos poucos, substituída pela internet. Os espectadores estão em busca de bons conteúdos, independente do meio que eles venham. Eles procuram algo simples: identificação. Porque não tem como uma emissora falar com todos os brasileiros ao mesmo tempo, porque eu não sou igual ao meu vizinho. Eu quero conteúdo feito para mim.

A personalização da TV

A TV ainda tem um papel fundamental nas nossas vidas, somos apaixonados por telas grandes, mesmo com a evolução dos smartphones que representam 60% do tempo total de exibição do YouTube, a TV em 2017 apresentou um crescimento de 70%. Mas, certamente, as pessoas a usam para ver conteúdos da Internet, como YouTube, Netflix, das suas redes.

 

Aliás, você acompanhou nos últimos dias o lançamento do IGTV? Pois é, Mark Zuckeberg (papai do Facebook e dono do Instagram) se rendeu a esse movimento e fez um “filho” do Instagram bem parecido com o YouTube. Ele irá permitir a criação de canais e inclusão de vídeos de até 1 hora, mas no formato já consagrado pelos stories, vertical.

 

Se você ainda não visualiza uma TVzinha colorida na barra superior do seu Instagram, atualize seu app e conheça esse novo modo de se entreter. Sim, as novidades não tendem a parar.

 

E como será a TV do futuro?

Com essas novas formas de consumo, podemos antecipar o futuro da televisão: mais controle, flexibilidade e interatividade. O que favorece muito os anunciantes que poderão direcionar seus produtos de forma mais personalizada obtendo resultados mais satisfatórios direcionando campanhas específicas para quem e estiver assistindo e esteja alinhado com o conteúdo exibido.

 

A TV do futuro permitirá às marcas medir com precisão o resultado dos seus anúncios. Nesse novo modelo, a TV ganha a mesma capacidade de mensuração da web. Será possível saber quem viu cada conteúdo, e qual foi a ação que tomaram a partir disso.

 

Sua estratégia digital é colocar o spot de TV na internet? Ou vice-versa? É hora de rever isso. Identificação só pode ser gerada se há personalização para o público e para a mídia, combinado?

 

Ter uma boa estratégia de publicidade online é fundamental para o sucesso das marcas, não dá pra simplesmente usar o mesmo spot feito pra TV como um único recurso  em vídeo. É preciso explorar tudo que o digital oferece.

Um bom exemplo de sucesso foi o lançamento do longa “O Rei do Show” no Reino Unido, a equipe da 20th Century Fox usou toda a criatividade para testar vídeos produzidos especificamente para o meio online que conta com a audiência dos espectadores por um bom tempo.

 

A equipe apostou em  peças criativas inseridas em um contexto que historicamente já funcionava bem.

 

O sucesso foi grande e a empresa mudou a forma de planejar sua estratégia de teasers no digital. A campanha teve resultados de awareness e consideração cinco vezes maiores que a média do mercado e ajudou o filme a quebrar recordes de bilheteria.

Análise do formato

A Fox precisava aumentar a bilheteria no mês de dezembro, época em que a disputa com outros filmes é bem concorrida e as pessoas têm muitos compromissos sociais. Surgiu, então a necessidade de uma  nova abordagem, que fizesse mais do que se apoiar no comercial de TV.

 

Foram testadas algumas versões diferentes do trailer para que fosse possível mensurar a performance dos vídeos e escolher a versão que mais agradou o público. É o famoso teste A/B, aplicado na televisão. Demais, né?

 

Resultado

 

Com o sucesso do formato, a equipe produziu uma sequência de vídeos.

O trailer de 30 segundos com melhor desempenho serviu foi fundamental para a construção de uma campanha assertiva e com resultado acima do esperado.

 

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