Ela cedeu a guarda da filha para ter sucesso

Essa “ela” aí do assunto sou eu. Eu abri mão da guarda da minha filha.

E ela só tem 3 anos.

E ela é extremamente amorzinho, fofa e palhacinha.

Se alguém tiver dúvidas:

Então por que fiz isso?

Porque ninguém ia fazer por mim.

Porque eu precisava.

Pelo nosso futuro. Por mim, por ela.

Pelo sucesso? Ainda não cheguei tão longe.

Mas pela estabilidade financeira, sim. 

Em dezembro do ano passado eu resolvi ceder aos insistentes pedidos do pai para ela morar com ele. O problema não era ele, o que eu não queria era ME privar do contato diário com ela.

Dos cafunés, da cama compartilhada, do beijinho de boa noite. (Não queria sair da minha zona de conforto… e que conforto)

Eu tinha muito medo e poucas certezas.

Medo de me sentir solitária, medo de não conseguir pagar a pensão – sim, eu pago pensão ué -, medo de não aguentar.

(Eu chorei quando deixei ela na casa do pai as primeiras vezes.

Eu chorei por 30 km ida e volta algumas vezes. 

Eu deixei ela chorando nos braços do pai dela). 

Não vou listar aqui os medos, pois são muitos… mas eu tinha minhas certezas:

a primeira era que nós duas merecíamos.

A segunda era que eu tinha direito a decidir o que era melhor pra mim, depois de 3 anos doados a ela e nada fáceis para nenhum de nós.

A terceira era que eu precisava de tempo para dormir e me recompor para voltar a render como eu rendia antes.

(Eu costumava dizer que antes da gravidez eu era um Mac, um sistema IOS de última geração… depois da Sofia, virei no máximo um Windows XP – aquele cheio de bugs)

Mas a minha quarta certeza era que eu queria ir mais longe – muito mais longe. E, melhor, que eu poderia ir.

A quinta era que EU IA SOBREVIVER. Afinal, já tinha sobrevivido aos piores dias da minha vida até aqui.

 

E o que não poderia nos faltar era coragem.

Nós duas passamos por momentos #tensos juntas e coragem nunca nos faltou…

 

Pra começar, passamos por UM PARTO DE 30 HORAS, sem anestesia, sem médicos, numa casa de parto.

Passamos por sei lá quanto tempo sacolejando em uma ambulância pela zona sul de São Paulo;

passamos por uma enfermaria que mais parecia um campo de guerra,

passamos por uma cesária de emergência, sem acompanhantes.

E por mais 6 horas esperando um leito.

Passamos por mais alguns dias sem acompanhante, porque o hospital não permitia, e sem muitas visitas, porque era longe demais.

Passamos por 3 meses tentando amamentar / mamar.

Passamos por úlceras (e não rachaduras como todas têm) e, mais que isso, passamos pela imensa frustração de não poder mais fazer o aleitamento materno. (Acredite, isso dói mais que parto sem anestesia).

Passamos por depressão pós-parto.

Pelo preconceito dos familiares.

(Pelo preconceito do mercado de trabalho então, nem se fale… ainda bem que eu já empreendia).

 

E quando tudo parecia estar voltando aos eixos, passamos pelo divórcio.

 

E aí passamos pelo maior período de aprendizado que poderíamos, afetivamente.

 

E para mim, profissionalmente.

 

Porque foi quando eu fiquei realmente sozinha, sem respaldo financeiro algum de marido, foi que eu percebi o quão forte eu poderia ser.

 

O último ano foi decisivo para me conscientizar do meu poder como mulher, como empresária e, mais ainda, como empresária de sucesso.

(Eu sei, às vezes a gente tem dificuldade em se enxergar como bem-sucedida, principalmente sendo mulher) 

 

E toda essa CLAREZA me fez ver que não seriam 6 meses que me afastariam da Sofia.

E que eu poderia enxergar isso da forma mais grata possível, utilizando esse tempo para me aprofundar em conhecimentos, finalizar todos os cursos que eu precisava e não tinha ânimo e, enfim, colocar no ar o Workshop que alguns de vocês assistiram e o curso que alguns já estão aproveitando.

(Sim, ele só foi possível porque não tenho uma pequena correndo pela casa, desmontando cenário e tirando a câmera de lugar – só para resumir rs

E porque depois de 3 anos, eu consegui dormir por mais de 5 noites seguidas e acordar com a sensação de “descansei”. Entendedores, entenderão – leia-se, as mães)

 

Eu poderia ter escolhido me vitimizar. Mas eu escolhi me responsabilizar.

 

Não era porque 2016 foi uma grande tristeza financeira e emocional que todos os anos seriam assim. Nem o próximo precisaria ser.

E não foi.

 

Mas eu precisei passar por tudo o que eu passei para ter certeza sobre a decisão de dar a guarda da minha filha para o pai.

Eu precisei dar a guarda para o pai para me comprometer a terminar e entregar o meu curso.

E eu precisei de tudo isso para chegar onde estou hoje, bem perto da minha estabilidade financeira.

 

Tá, mas onde você quer chegar com essa história?

Primeiro quero mostrar que sem um objetivo claro – aquilo que te move, que te faz acordar todos os dias, como uma filha, por exemplo-, e sem propósito, as chances de você chegar a algum lugar diminuem drasticamente.

Como diria o Gato da Alice:

“Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”.

Coloque clareza nos seus objetivos e você vai ver muita coisa mudando.

Mas tem outras cositas que aprendi:

1- Ninguém irá fazer por você e o que precisa ser feito, por mais que você tinha dinheiro, carisma ou seja lá o que você ache que pode fazer esse milagre. rs

2- O melhor momento para crescer é quando você acha que não tem mais forças pra crescer.

3- Quando você tiver uma decisão importante pra tomar, as pessoas vão te ajudar a ver o lado ruim. São poucos os que irão sentar do seu lado pra te ajudar a ver o lado bom. (Atenha-se a estes)

4- Tenha coragem pra fazer a mudança que você acha que é importante pra você. Coragem vem de coração, agir com o coração. Essa é a definição que mais gosto.

E o Jobs nos dá um recado a mais sobre isso, que me seguiu ao longo desse caminho profissional:

Resultado de imagem para definição coragem

E digo mais. Seu coração e intuição também já sabem do que você precisa para mudar a sua vida. Tô certa? Bóra mudar?

Saiba como.