As redes sociais não são a salvação para os seus problemas

Há mais de 3 anos escrevi um artigo com quase esse mesmo título. Hoje escrevo o mesmo, para provocar. Justamente porque, 3 anos depois continuo escutando dos clientes as mesmas queixas. “Não estou vendendo” e o novo “não estou conseguindo os leads que preciso”. Antes de falar que eu não estou entregando resultado aos clientes, sugiro lerem o artigo anterior aqui. Depois podem voltar (rs). Agora sim: querido cliente, e a sua parte, você está fazendo?

Em primeiro lugar: o quanto você está envolvido na produção de conteúdo da sua agência? Você está cumprindo com o combinado de quando a contratou? Você a deixa trabalhar de acordo com a proposta que fecharam? Ou começa a cortar custos a partir do primeiro mês de contrato?

Sobre conteúdo para geração de leads: o que você está oferecendo para que os potenciais leads queiram deixar seus contatos para você? E a nutrição? Está sendo feita? E as ofertas que você faz? São consistentes? Existe planejamento? Seu time de vendas está alinhado com marketing e social media? Todo mundo se conversa? Existem todos estes times? Ou você só apostou em uma das linhas?

Depois: sabe-se, e sua agência deve dizer, que os consumidores, essencialmente os millenials, querem comprar experiências e não produtos. E aí? O quando o seu produto se encaixa nesse critério? O quanto você está investindo no seu produto para isso? Ele continua com a mesma embalagem de 1910? E a divulgação offline? A quantas anda?

Você, dono do negócio, está fazendo seu social selling? Os consumidores das mídias sociais já viram seu rosto? Sabem a que veio? E seu time interno, está engajado o suficiente para engajar externamente? Quando sua agência sugere uma selfie interna – porque sabe-se que o público externo ama ver um bastidor-, você faz essa selfie? Quantos vídeos você já fez mostrando o seu rosto e dando sua cara à tapa em seus canais?

Mas talvez a pergunta central seja: o quanto você confia em sua agência? Você acata o que ela sugere ou prefere acatar o seu feeling ou o que “ouviu por aí” que dará certo? Porque talvez seja isso que distancia o que você comprou e te encantou na proposta que ela te apresentou do que hoje “não está trazendo resultados”.

Hoje há muita informação disponível na internet e muita gente “manjando de muita coisa”, principalmente num assunto tão “fácil” quando marketing digital, então é tentador “se sentir inclinado a ser mais um expert no tema, mas deve existir algum motivo para existirem especialistas e estudiosos no tema.

Ironias à parte, estamos falando de um mercado extremamente volátil e, muitas vezes, empírico por natureza. As coisas mudam todos os dias. Tio Mark (o Zuckerberg), só para exemplificar, adora nos desafiar mudando algoritmos quase diariamente. Se nós que fazemos isso todos os dias temos dificuldade em acompanhar, imaginem quem não atua nesse mercado especificamente.

Outro dia um prospect me questionou qual eu achava ser a diferença entre uma agência digital e uma agência offline que incorporou um braço digital. Em minha concepção, (desculpe se pareço rude), a diferença é que as agências digitais não precisam vender offline e as agências offline fazem o que for preciso para vender o online, porque é o que todos estão procurando. Dessa forma, elas acabam vendendo, mesmo sem saber o que estão fazendo e, com isso, acabam prejudicando o mercado. E muitas vezes jogando ao ar expectativas que os especialistas não conseguem cumprir, porque não são cabíveis. Só pra começar o drama.

Então, fica aqui a reflexão. Contratantes, façam essas perguntas acima antes de escolher sua agência. E mais: “Até onde eu vou me envolver nessa estratégia antes de dizer que ela me dará ou não vendas e leads e, antes disso, quanto tempo eu tenho?” Se a resposta for menos de seis ou doze meses, desista. Não existe almoço grátis e muito menos fast food, seja qual for a estratégia proposta. Aqui, ou ali, o segredo é trabalho. E pela minha experiência quase fóssil de 8 anos em digital, eu posso dizer: vamos mais longe em mais tempo, mesmo se tratando de estratégias extremamente rápidas e meios ágeis. A construção de imagem ainda é o segredo. E quanto mais tempo com o mesmo parceiro, mais longe dá para ir.